terça-feira, 26 de abril de 2011

Capitulo 2

Sel: Calma, ela não falou o que estava acontecendo?

Demi: Não, só disse que era pra eu ir pra casa correndo.-começo a ficar nervosa-

Sel: Deve ser só sua mãe mandando chegar logo.

Demi: Não.. eu sinto que ta acontecendo algo de ruim, precisamos ir vamos.

Sel: Certo. Pai vou com a Demi pra casa correndo, aconteceu algo na casa dela, tchau.

Pai: Tchau filha, Tchau Demi.

Demi: Tchau.

~ NA CASA DE DEMI ~

[Ambulância na porta da casa]

Demi: Eu vou ver o que está acontecendo  -saio correndo, adentrando minha casa-

Dallas: Demi! –Chorando-

Demi: Dallas -abraço-a – O que houve, cadê a mamãe?

Dallas: Lá em cima, com a vovó e os en.. –soluço de tanto chorar-

Demi: O que houve com a vovó Dallas? Me fala. –Lágrimas se formam em meus olhos e começam a cair como cachoeiras que despencam pra o fundo do rio.

Dallas: Ela teve um ataque cardíaco, e vai ser levada pro hospital –falei em soluços-

Demi: -Em estado de choque, fiquei sem palavras, apenas mil coisas passaram na minha mente como um filme-

Dallas: Demi? Demi? DEMI!

Demi: - entrei em desespero, subi correndo as escadas, até o quarto da minha mãe e vi aquele bando de enfermeiros ao redor dela colocando aparelhos para ela respirar, fiquei sem reação diante daquela cena-

Dianna: Demi, minha filha- abracei ela-

Demi: Mãe, a vovó -chorei no ombro de minha mãe e ela no meu- os enfermeiros pediram passagem para poder colocá-la na ambulância que a aguardava-

Dianna: Calma Demi, eu vou pro hospital com sua vó, tome um pouco de água com açúcar, tudo vai ficar bem, não se preocupe, os médicos vão cuidar de tudo.

Demi: Não mamãe eu quero ir com você, quero ficar com a vovó.

Dianna: Fique aqui filha.

Demi: Mãe ela é minha avó deixe eu ir, por favor, eu imploro.

Enfermeiro: Vamos senhora, não temos tempo, entre na ambulância.

Dianna: Está bem ande rápido. Dallas fique com sua tia.

Demi: Sel - abraço ela-

Sel: Vai ficar tudo bem vai lá, força, vou rezar.

Demi: Thanks Best.

[partimos na ambulância em direção ao hospital]

~ NO HOSPITAL ~

[Os enfermeiros saíram adentrando o hospital, indo em direção a emergência, e nós também fomos junto]

Enfermeiro: Moças, vocês terão que esperar aqui fora, os médicos irão fazer o possível para salvá-la.

Demi: Mãe ela vai ficar bem? -lágrimas se formando novamente-

Dianna: Você tem que ser forte minha filha, sua vó precisa disto.

Demi: - sentei e fiquei observando a minha mãe no canto da parede rezando e comecei a rezar também-

[uma hora depois o médico apareceu]

Médico: Senhora Dianna?

Dianna: Sim Doutor eu mesma.

Demi: -levantei e me aproximei dele- Como está minha vó? –estava aflita-

Médico: Calma, minha jovem, sua vó está melhor e vai ficar em observação esta noite e amanhã veremos se houve melhora ou não. Contudo, ela daqui a pouco poderá receber visitas, a enfermeira de plantão irá informá-las, se me dão licença.

Dianna: Claro doutor e obrigada.

Demi: Que bom né mãe?

Dianna: Sim Demi.

Enfermeira: A senhora é Demetria?

Dianna: Não Demi é minha filha.

Enfermeira: Ah sim, Senhorita Demi gostaria de visitar sua vó? Ela pediu que chamasse você.

Demi: Sim, onde ela está?

Dianna: Tem certeza?

Demi: Tenho sim, mãe eu quero vê-la.

Enfermeira: Então vamos, por aqui.

[entrei no quarto onde a haviam colocado, ela estava com uns aparelhos e fios pelo corpo, fiquei assustada logo de primeira, mas depois me acalmei quando ela abriu os olhos e os direcionou a mim.]

Vó: Demetria?

Demi: Sim vovó sou eu , você ta bem?

Vó: Você acha que eu velha assim numa cama de hospital estaria bem, minha neta?-riu-

Demi: -ri junto- Só a senhora pra me fazer ri nas piores situações.

Vó: Na vida agente tem que aprender a sorrir em todos os momentos, o sorriso abre todas as portas.

Demi: É por isso que esses artistas com sorrisos bonitos têm tudo que querem e todas as portas se abrem para eles.

Vó: -sorrio pra mim- Deve ser, e um dia a porta se abrirá pra você também, pois, você tem um sorriso lindo.

Demi: Obrigada vovó - sorri para ela-

Vó: Demetria tenho que falar uma coisa pra você.

Demi: O que é vovó?

Vó: Sabe aquela boneca que eu lhe dei quando você tinha apenas 5 anos?

Demi: Sim vovó a senhora nunca deixou eu doar ela, adoro a pulseira que ela tem. Mas por quê?

Vó: Você irá precisar desta pulseira em breve- falei ofegante-

Demi: Vovó? Calma eu vou chamar a enfermeira. -como poderia pedir calma para ela se eu estava nervosa- Enfermeira!-chamei-

Enfermeira: Senhorita ela precisa descansar, amanhã ela receberá mais visitas.

Vó: Demi, eu lhe amarei pra sempre.

Demi: Eu também te amo vovó muito, muito. -dei um beijo em sua testa e ela adormeceu-

~ NA SALA DE ESPERA ~

Dianna: Demi, então como está? E sua vó?

Demi: Ela me pareceu bem, conversamos muito, ela disse que tinha uma coisa pra me falar, mas só falou que eu precisaria da pulseira da boneca que ela me deu aos cinco anos, não entendi muito bem, ela começou a ficar com falta de ar, e a enfermeira disse que ela precisava descansar.

Dallas: Oi mãe, Oi Demi.

Dianna: Dallas filha.

Demi: Sel... você veio, por quê?

Sel: Você não viu a mensagem que te mandei?

Demi: Não. Deixa eu ver -tiro o celular do bolso- ah estava descarregado

Sel: Sem problemas. -abraço Demi-

Dallas: Vamos Demi, você precisa descansar está exausta.

Demi: Eu não vou a lugar nenhum, vou ficar aqui.

Dianna: Filha nós só poderemos vê-la amanhã, vamos pra casa eu vou tomar um banho e depois volto pra cá.

Sel: E você pode dormi na minha casa, já falei com minha mãe e ela deixou, já arrumamos sua cama e tudo.

Demi: Tá bom então.

Sel: E você precisa de um banho, sabe quantas bactérias tem nesse hospital? Vamos, vamos você está imunda.

Demi: Sim mamãe – rimos -

[entramos no carro e fomos pra casa]

~ CASA DE SELENA ~

Mandy: Sel?

Sel: Oi mãe, me ajuda subir com ela, pega uma toalha.

Mandy: Está tudo lá em cima já.

Sel: Thanks mother.

~ NO QUARTO DE SEL ~

Sel: Pronto Demi toma um banho, minha mãe vai trazer um lanche e depois vamos dormi.

Demi: Tá bem. AH Sel... Valeu mesmo, você é a melhor.

Sel: Não foi nada, é pra isso que servem as amigas.

[depois do banho e do lanche, fomos dormir]

[Às 14h05min da tarde]

Demi: -Acordo pego o celular, olho as horas- Nossa dormi demais. Cadê a Sel? Ela nem me acordou que vaquinha.

~ NA SALA DA CASA DE SEL ~

Mandy: Sinto muito minha amiga.

Dianna: Obrigada, só não sei como contar isso para a Demi, ela vai sofrer tanto, a vó era tudo pra ela.

Mandy: Converse com calma com ela, seja forte.

Sel : -voltando da cozinha trazendo um copo de água- Aqui está tia Dianna-

Dianna: Obrigada Selena. E onde está a Demi?

Sel: Está lá em cima, deve está dormindo ainda.

~ NO QUARTO SE SEL ~

Demi: Que barulho lá em baixo, que será que está acontecendo? Vou ver. –Descendo as escadas-

~ NA SALA ~

Dianna: Eu vou ter que resolver ainda como vai ser o enterro e tudo mais...

Demi: Que enterro? –Já pensando no pior-

Dianna: Demi, filha – abraço-a forte-

Demi: -abraçada- Então mãe... diz.

Dianna: Senta aqui filha.

Mandy: Sel vamos à cozinha ver algumas coisas – puxo Selena-

Dianna: Filha vai ser muito difícil pra você, mas a vida é assim...

Demi: A vovó tá bem né mãe? -apertei suas mãos-

Dianna: Não filha, sua vó faleceu hoje de manhã – chorando-

Demi: - uma lágrima escorre pelo meu olho, abraço a minha mãe-

Dianna: Vai ficar tudo bem filha – desfiz do abraço-

Demi: Como ela pode me deixar? Porque não me acordou? Eu queria vê-la, nem que fosse a última vez.

Dianna: Sua vó a amava muito ela sempre lhe disse isto, porém agente não escolhe quando vai morrer, Deus quis levá-la. E você estava exausta só iria aumentar seu nervosismo, e você ainda a verá, estou organizando o velório.

Demi: Mas era pra ter me acordado, queria ouvi sua voz pela última vez – chorei novamente-

Sel: Toma Demi trouxe uma água pra você.

Demi: Sel... minha avó..- solucei em meio às lágrimas em meu rosto.

Sel: Eu já soube, sinto muito, mas estou aqui com você, sua família também, é difícil, mas vamos superar, todos nós estamos sofrendo e você principalmente -enxugo suas lágrimas - entretanto vamos nos arrumar para o enterro. Venha.

Demi: Tudo bem - seguro a mão de Sel, e subo para me arrumar. -

~ NO QUARTO ~

Sel: Vou tomar banho enquanto isso vai escolhendo uma roupa aí pra você já que as suas estão na sua casa.

Demi: OK. - Abro o guarda roupa- Nossa, você assaltou uma loja de roupas??

Sel: Que nada, menina, isso aí só é o pouco de roupa que tenho.

Demi: Pouco? Se isso é pouco, então meu guarda-roupa não tem nada. –gargalhamos-

Sel: Escolhe logo e deixa eu tomar meu banho. –entro debaixo do chuveiro-

Demi: Só tem roupa de patricinha, metade eu garanto que é rosa – ri sozinha-

Sel: - saio do banheiro- Então..já escolheu?

Demi: Já essa daqui. Agora eu vou tomar meu banho. -entro no banheiro-

Sel: Vai. Hum... vou com essa roupa aqui.-peguei um vestido azul-

Demi: Aaah – gritei-

Sel: -Batendo na porta do banheiro- Demi, você tá bem? O que aconteceu?

Demi: To bem, eu só caí de bunda no chão! -falei alto-

Sel: -gargalhando- Deve ter doído.

Demi: - Saiu do banho. - Que roupa é essa menina? Você tá de azul.

Sel: É. Eu sei.

Demi: Nós vamos a um velório, todo mundo vai de preto sabia?

Sel: Sabia, mas eu não sou todo mundo – ri-

Demi: Vai trocar essa roupa doida.

Sel: Doida não, mas tá, então vou com essa daqui. -troco de roupa-

Demi: -me arrumo- Pronta?

Sel: Aham, vamos descer.

~ NA SALA ~

Mandy: Vamos meninas, Demi sua mãe foi na frente, você vai conosco.

Demi: ok.

Sel: Vem, vamos pro carro.

[Todos entram no carro e vão em direção ao velório. O padre reza uma missa e vão ao cemitério para cerimônia de enterro]

Demi: - observo que há muitas pessoas ali, parentes, amigos, pessoas que amavam minha vó, então o padre termina de falar e começam a enterrar o caixão, me abaixo e jogo um pouco de terra em cima do caixão e também uma rosa, depois do meu gesto enterraram o caixão e todos jogaram suas flores sobre ele, no final uma salva de palmas em memória da minha avó. -

Sel: Está tudo bem Best?

Demi: Sim, vou ficar bem.

Dianna: Demi e Dallas, vamos pra casa hoje foi um dia muito triste e cansativo. Até logo Mandy e Sel.

Mandy\Sel: Até logo.

Sel: Bye Demi, se cuida.

Demi: Bye, você também. Tchau tia Mandy.

~ NA CASA DE DEMI ~

Demi: - chego e subo direto pro meu quarto, deito-me na cama e começo a chorar e a lembrar do que minha vó disse pela última vez no hospital- Eu nunca vou te esquecer vovó. -adormeço-

[Duas semanas passadas depois da morte de minha avó, e faltando uma para o início das aulas.]

Demi: -Acordo e desço pra tomar café- Mãe cadê minha comida? Mãe? Dallas? -não vi ninguém em casa apenas um bilhete na geladeira com os seguintes dizeres: (Demi, fui trabalhar e sua irmã foi pra faculdade, seu café está na mesa, depois deixe a cozinha limpa, beijos mamãe.)

Sel: -bato na porta- Demi! -Chamei-

Demi: -abri a porta- Oi, entra, tudo bom?

Sel: Sim e você?

Demi: To bem, vem aqui na cozinha que vou comer, já comeu?

Sel: Já sim, thank you.

Demi: O que você veio fazer aqui?

Sel: Bom... eu vim te chamar pra sair, vamos no shopping comprar roupas novas para a escola, não podemos ir quem nem umas maloqueiras, vai come logo, se arruma e vamos.

Demi: Calma ainda to engolindo a comida, e... você não já tem roupas demais não?

Sel: Mais uma nunca é demais e depois vamos passear por ai, tirar umas fotos.

Demi: Não acredito.

Sel: Em que?

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